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Podemos considerar que os nossos antepassados são como a raíz de uma árvore abaixo do solo. Os pais são como o tronco e os filhos seriam as flores e os frutos com promessas de sementes. Se adubarmos a raíz desta árvore e a mantivermos bem cuidada, toda a planta irá se fortificar! Serão saudáveis os seus galhos, folhas, flores e os seus frutos. Se a raíz está saudável, toda a árvore estará. Porém, se, por exemplo, houver um antepassado em um estado de desequilíbrio, isso pode causar alguma desarmonia conosco ou em nossa casa.

Isso acontece porque temos uma ligação espiritual com pessoas que já não estão mais aqui e que participaram da nossa oportunidade como matéria. Os nossos antepassados tem uma ligação por descendência material conosco.

Os nossos antepassados e o mundo espiritual

Muitos podem pensar que, quando desencarnamos, apenas deixamos de estar nesse plano terreno para já estar no “mundo espiritual” e pronto. Mas não é bem assim porque o mundo espiritual não é um só! O mundo espiritual é mais extenso do que podemos imaginar. Existem níveis neste mundo. Mas vamos simplificar e ser um pouco mais gerais neste assunto: existem vários níveis espirituais que vão dos mais pesados, mais densos, até os níveis mais diáfanos e sutis. Quanto mais próximo do plano terreno o espírito estiver, maior é a experiência de sofrimento que o alcançará.

Muitos dos nossos antepassados não conseguiram avançar além desse primeiro nível que fica logo depois da matéria. Como não conseguem avançar para as outras dimensões, ficam presos na dimensão mais inferior. E este estado é desesperador: gera sofrimento, desespero, angústia, medo. E quando aquele nosso desencarnado satura de medo, angústia, de desespero, ele começa a irradiar aquele sentimento para os que estão mais próximos dele, ou seja, nós que ainda estamos vivos aqui na Terra.

O que o Evangelho nos diz?

A Bíblia nos alerta que existem maldições que podem percorrer uma família, da terceira, quarta, quinta e até, às vezes, a nona geração. E essas maldições de que nos fala a Bíblia é uma verdade e não uma alegação alegórica.

Muitas vezes, uma maldição percorre uma família por muitas e muitas gerações e, por mais que esta família tente dar certo, ela não consegue: Se um setor da vida vai bem, o outro setor é um desastre. E, muitas vezes, esse descendente dessa ação do passado não consegue ter sucesso; o indivíduo sobe, progride até um ponto e, de repente, desce, de uma forma mais profunda do que foi anteriormente.

Muitas pessoas não acreditam nessa questão de maldição de antepassados mas vamos pensar um pouco:

O que é um mal estar que veio para te perturbar e que está acontecendo na família desde os seus bisavós? A própria doença genética veio para perturbar gerações e gerações. Uma doença sempre vem trazer desconforto e sofrimento. Uma doença que percorre gerações não é uma maldição? Então, será que posso achar positivo algo que vem trazendo desconforto na família há gerações, desde os bisavós, avós, pais, chega até mim e possivelmente continuará na próxima geração? Se algo vem trazer destruição, estourar as artérias, cegar os olhos, destruir os ossos, tendões, trazer desconforto na mente, o que é isso?

Pode ser a materialização de uma maldição que veio de algum antepassado e ainda percorre a família. Muitas vezes, uma doença genética vem através dessa maldição. Muitas doenças mentais que acontecem na família também podem vir desse vínculo com os antepassados.

Temos que cuidar dos nossos antepassados

Esta situação dos nossos antepassados nos alcança e faz parte da nossa vida de forma negativa ou positiva, dependendo do adubo do amor e da caridade na nossa raíz familiar. Um pouquinho de atenção a eles pode trazer saúde e paz para a nossa casa.

Até mesmo as nossas lembranças devem receber certa disciplina da nossa parte para que sejam boas vibrações de auxílio. A nossa lembrança é o meio que atinge o coração dos nossos entes queridos que já não estão mais conosco na Terra – o rito é a forma física daquilo que é espiritual e os alcança.

Nós temos possibilidade de pedir a Deus que os abençoe, esse é o nosso papel: pedir para que tenha misericórdia desses corações humanos que lembramos, rezamos e homenageamos.

Que o Santo Olhar Divino possa recair profundamente em seus corações – a nossa gratidão por eles terem existido para que a nossa matéria hoje pudesse existir.

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